Diagnóstico das Capacidades Complexas para o Desenvolvimento dos Segmentos de Ureia e Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) a partir do Hub de Hidrogênio Verde do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)
Contemplado pelo Edital nº 02/2023 – FUNCAP (Rede de Pesquisa e Inovação em Energias Renováveis do Ceará).
Coordenação: Profa. Mônica Cavalcanti Sá de Abreu (FEAAC/UFC)
Financiado pela FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico), no âmbito da Rede VERDES — Rede de Pesquisa e Inovação em Energias Renováveis do Ceará —, este projeto é fruto da colaboração entre o Laboratório de Estudos em Competitividade e Sustentabilidade (LECoS/UFC) e instituições parceiras, incluindo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Guaramiranga (Prof. Thiago Costa Holanda) e Campus Maracanaú (Prof. David Carneiro de Sousa), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Rede de Energias Verdes (REVER) e a Universidad de Santiago de Chile (USACH).
O ponto de partida da pesquisa é o Hub de Hidrogênio Verde (H2V) em desenvolvimento no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que representa uma oportunidade estratégica para o Ceará ampliar o aproveitamento do H2V além da exportação, direcionando-o para o desenvolvimento de cadeias produtivas de alto valor agregado voltadas ao mercado interno. Nesse contexto, o projeto realiza um diagnóstico das capacidades complexas disponíveis no estado para viabilizar dois segmentos estratégicos: os Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) e a Ureia.
Para o SAF, a pesquisa analisa a cadeia produtiva que integra a soja do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), transportada pela Transnordestina até o Ceará, onde seria esmagada no Sertão Central — especialmente em municípios como Quixadá e Quixeramobim —, gerando óleo vegetal que, combinado ao H2V do Pecém, viabilizaria a produção de SAF pela rota HEFA. Para a Ureia, avalia-se a viabilidade de substituir rotas fósseis convencionais pela produção de fertilizantes nitrogenados a partir de H2V e CO2 capturado de emissões industriais já existentes no CIPP, contribuindo para a redução da dependência brasileira de importações de fertilizantes.
A metodologia adotada é qualiquantitativa, exploratória e descritiva, ancorada na Teoria da Complexidade Econômica (TCE), que permite mapear as capacidades produtivas, logísticas e institucionais já disponíveis no Ceará e identificar os gargalos a serem superados para o desenvolvimento dessas cadeias. Complementarmente, utiliza-se pesquisa operacional com modelagem de estoques, fluxos e variáveis auxiliares, além de coleta de dados primários por meio de entrevistas semiestruturadas com atores das cadeias produtivas e levantamento de dados secundários sobre infraestrutura energética, logística e industrial.
Entre as principais entregas esperadas estão um diagnóstico das capacidades complexas para o desenvolvimento das cadeias produtivas do SAF e da Ureia a partir do HUB de H2V do CIPP, um relatório de recomendações estratégicas de políticas públicas e ações corporativas para o uso do H2V no Ceará, a publicação de artigo científico em periódico especializado e a apresentação dos resultados em eventos científicos nacionais e internacionais.
O projeto tem duração de 12 meses, com início em abril de 2026 e término previsto para março de 2027.
